Meio… A Meio!!!

Meio feliz, meio perdida. Tenho a certeza de que me livrei de parte de mim e que isso dói. Tenho a certeza disso, tanto a certeza que tenho de que era necessário. E por isso desviei o meu caminho de pessoas e coisas que acredito que já não podiam acrescentar-me nada e mais do que isso, que estavam a conseguir tirar-me capacidades.

Não posso mentir, detestei fazê-lo. Adiei o mais que podia e isso, ao contrário do que imaginava, só tornou tudo muito menos fácil. As situações intensas têm o dom de criar raízes, se as mantivermos por mais tempo do que deveríamos.

Ainda não é bom mas é melhor do que antes.

Não esperar nada é uma sensação bem melhor do que seria de esperar. Muito melhor do que sensação de aperto , de falta de respiração que é olhar constantemente para o telemóvel à espera que aquela pessoa se lembre de mim. E mesmo quando essa coisa impressionante acontece, a sensação má continua. As conversas não fluem. Não nos tratamos com o respeito que gostaria. Sobretudo eu. Não me trato com o respeito que deveria. Porque ninguém deve deixar-se ao sabor do outro.

A leveza de não esperar nada é uma bênção.

Mas estou a meio. Estou a meio caminho, estou a meio daquilo que sou e que posso ser e sinto-me meia pessoa… Mas porque o desapego é uma coisa que precisa  ser praticada para a fazermos bem. Custa-me desligar-me de pessoas de quem gosto, mesmo que essas pessoas me diminuam. E nunca percebam o seu valor, o seu valor para mim. E por isso desconheçam o quanto me deixaram vazia.

Cabe-me a mim o papel de me ir completando. Por enquanto ainda estou a meio.

PORMiriam Sequeira
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