Medo, Fobia e Pânico!

Geralmente as pessoas vêem o medo como algo ruim, afinal, ninguém gosta de sentir medo, mas por que não gostamos? Não gostamos porque o medo indica que algo ruim está para acontecer, algo que ameaça a nossa sobrevivência.

O medo faz parte da vida do ser humano e ele é muito importante por sinal, ele nos impede a fazer determinadas coisas que nos machucariam, ele também nos coloca em alerta frente a situações perigosas.

O medo surge diante de uma situação eminente de perigo, como por exemplo, você ver que tem um animal feroz, como um leão, vindo em sua direção, você provavelmente vai correr, tentar subir em algo, enfim, você vai buscar formas de se proteger, pois sabe que aquele leão pode realmente te machucar e até matar, ou seja, o medo garante nossa sobrevivência, sem ele com certeza nos colocaríamos em muitas situações de risco.

Com a fobia é diferente, porque ela não acontece diante de uma situação eminente de perigo, os medos muitas vezes são de coisas que não trazem realmente uma ameaça à sobrevivência do indivíduo.

Como falamos anteriormente, um leão pode apresentar uma ameaça, mas e uma barata pode? Quantas pessoas você conhece que morreu por “picada” de barata? Nenhuma, certo?! Então, o que ocorre na fobia é que a pessoa tem consciência de que o lugar, o animal, etc., não oferece de fato risco para si, mas mesmo assim ela tem medo.

No caso das fobias, muitas vezes é necessário a terapia, pois quando começa a interferir na vida da pessoa, limitando-a a realizar determinados tipos de coisas, aí está o sinal de que é necessário ajuda, como por exemplo, a pessoa trabalha no vigésimo segundo andar de um prédio e tem fobia de elevador, ou se a fobia a impede de ir a lugares que gosta, ou estar junto a pessoas que ama, quando isso ocorre é preciso buscar a terapia.

Na Síndrome do Pânico o medo surge inesperadamente, não se sabe ao certo porque a pessoa começa a ter crises, ela surge de repente, suas causas também não são conhecidas. São crises de ansiedade, a pessoa tem uma sensação de grande perigo que vem acompanhada de alterações fisiológicas, como dor no peito, taquicardia, sensação de desmaio, náuseas e mal estar, falta de ar, suor, calafrios, tremores, entre outros.

No Pânico, geralmente o medo não é disparado por uma causa externa, o medo está dentro do próprio indivíduo, ele tem medo de que algo ruim aconteça, é uma mistura de sentimentos e pensamentos que o fazem entrar em crise, e depois que tem a primeira crise ele passa a ter medo de tê-las novamente. As crises são agudas e duram alguns minutos, a pessoa tem medo de morrer e de perder o controle sobre si mesma.

Nesse caso o tratamento é importantíssimo e fundamental, há o tratamento medicamentoso, que é importante, mas deve ser aliado a um tratamento psicoterapêutico, pois o medicamento irá tratar os sintomas, dando alívio ao paciente, mas o que queremos é que esse paciente não fique dependente desse medicamento para viver, para isso é necessário a psicoterapia, esta irá buscar junto com o paciente quais as causas da crise, o que o leva a ter esses medos, ansiedades e pensamentos disrruptivos, a psicoterapia não vai trabalhar só o superficial, mas vai na causa do problema e só assim, com auto-conhecimento, o paciente poderá de fato seguir sua vida com liberdade e autonomia.

Por: Gisele Domiciano
gisele.domiciano@psivitta.com.br

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