Me encharquei de você!

Hoje choveu; e meu peito deixou de ser aquele deserto em que amor nenhum vingava. Eu não estava com meu guarda-chuva para me proteger de amores instantâneos. Havia esquecido em casa a capa de chuva contra expectativas. Sequer calcei as galochas para não me inundar de você. A previsão do tempo que há em meu peito não me avisou de você. Foste feito chuva de verão: Pegou-me desprevenido.

Eu demorei a entender que o amor acontece desta maneira: quando menos esperamos. Por muito tempo eu insisti em arriscar a previsão e agora entendo o motivo de nunca acertar. Se fosse obvio e programado, não seria amor.
Nunca saberemos se aquele beijo poderá levar a algo mais sério. Ou se o rolo de meses finalmente vai dar em namoro. Se preparamos um café ou nossa vida. Se ela vai ou fica de vez. Não sabemos. Não existe exatidão quando tratamos de sentimentos. É feito o tempo, hoje esta chovendo, mas e amanha? Quem sabe?

Eu não sei, mas agora que a chuva me trouxe você eu cruzei os dedos para que minha sorte mudasse; pedi que você ficasse para a estrela cadente que passou; fechei os olhos e orei aos céus para que dessa vez fosse diferente, porque eu sinto que você é diferente. Foi por você que eu tenho esperado e agora que encontrei não quero perder.

Não sei se combinamos meteorologicamente. Eu sou primavera e você? Mas onde está escrito que precisamos combinar? O que tu achas de bagunçarmos de vez as estações previamente estabelecidas? Vamos fazer do nosso inverno um verão. Colorimos o outono cinza com a primavera. Podemos tornar o clima instável e viver uma historia sem precedentes meteorológicos.

Eu não sei como será o dia de amanhã, mas deixarei de lado meu guarda-chuva e irei me ensopar. Afinal, quem esta na chuva é para se molhar.

POREduardo Rocha
Partilhar é cuidar!

PELA WEB

Loading...