Martírio!

Peço licença para ser poética e,
dilatar a veia do pescoço,
infringir dor onde não há mais pulsação.
Sentencio-me a viver a sina,
de levar-te comigo dentro e fora
ao mesmo tempo.

Permito-me divagar febril
todas as coisas da minha vida
boas ou ruins, pois são minhas.
Faço nota ao leitor e clamo
indulgências aos meus delírios.
Sofro, eis que sofro.
Ai de mim, martírio.