Leva-me contigo…

Se alguma vez te fores embora sei que me levarás contigo. Nem que seja no peito ou, simplesmente, na memória. Terás sempre um lugar para mim.

Um lugar para aquele que te amou de forma indescritível e que viveu na real das maiores ilusões. Vou contigo, independentemente do caminho que seguires. Contigo atravessarei as adversidades de um caminho íngreme, as securas de um piso árduo que incentiva a que desistamos ou os dilúvios de uma qualquer estrada perdida que nos lava a alma repleta de cicatrizes que retratam na plenitude as desventuras da maior perdição do ser humano: o amor. É tão mau, tão mau que não desistimos de o procurar a vida inteira, nem que, para isso, voltemos a conhecer uma nova dose de mágoa, de desencontros e de sentimentos de frustração e de raiva. Não temos naturalmente remédio. Não há nada a fazer. A não ser, brutalmente, mais uma procura desenfreada do mesmo do costume, o amor. A culpa é do amor, e a cura para o que não tem cura também.

Quando te vir ir, aparentemente sem retorno, terei a certeza absoluta de que irei também contigo. Lado a lado, como iguais. Como sempre foi. Quando partires eu vou contigo, já o jurei a mim mesmo. Nem que seja no peito. Ou na memória, numa longa e inquebrável memória.

PORDRdC
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