Lembro-me de ti…

Lembro-me da primeira vez que te vi, das primeiras palavras que te disse. Lembro-me de todo o conteúdo da nossa primeira conversa. Lembro-me de ter tido vontade de beijar o teu sorriso por ser tão simples e bonito.

Como poderia eu esquecer o primeiro passeio que demos, o primeiro presente que me ofereceste ou a primeira vez que te levei jantar lá a casa?

Ainda me lembro de te ter apresentado aos meus amigos e de ter sido apresentada aos teus.

Lembro-me, como se tivesse sido ontem, do dia em que entraste na minha vida. Passe o tempo que passar, nunca me vou esquecer, nunca te vou esquecer.

Sempre gostei de te olhar nos olhos e expressar os meus mais profundos sentimentos, sempre me senti protegida nos teus (a)braços, sempre desejei ficar contigo por tempo ilimitado.

A forma como falas comigo, a forma como cuidas de mim é, de longe, a melhor do mundo. És, de longe, a melhor pessoa da minha vida.

Tu não me constróis as escadas que tenho que subir, tu ajudas-me a recolher pedaços de madeira e incentivas-me a construir tudo de seguida, para, só depois, eu poder subir (na vida). E era disso que eu precisava. Tu não me levas ao colo, tu dás-me a mão. Há tanta diferença nisto tudo que me pergunto se alguém será capaz de compreender toda esta complexidade da relação que nos une.

Eu gosto de ti. Tu gostas de mim. Ponto. Esta é a nossa história. Não sei se é de amor, nem estou preocupada com isso. É uma história, diferente de todas as outras, esta é a nossa história. Acima de tudo, existe cumplicidade. O resto, sinceramente, não me atormenta. Quero continuar assim contigo, a ser tua cúmplice, a gostar de ti enquanto tu gostas de mim. É tão bom isto.

E sabes o que é melhor? É que ainda não te encontrei e já te escrevo palavras tão minhas, tão amadas. Ainda não te conheci e já gosto de ti. Não sei nada de ti, nem quem és, nem onde estás, nem se demoras muito a chegar à minha vida. Mas acredito que virás. E quando chegares, eu vou perceber que és tu. O meu sexto sentido não há-de, pelo menos por uma só vez, falhar.

PORCátia Cardoso
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