Lembranças…

Não sei, talvez sejam apenas palavras que juntas formam frases sem sentido, formando assim pensamentos sem nexo algum. Mas talvez sejam previsões mais do que exatas baseadas em escolhas passadas e fatos.

Quão engraçado seria se tudo aquilo que almeja e planeja simplesmente mudasse “da água para o vinho”?

Quão doloroso seria perceber que dentre os 20 ou 30 anos da sua vida, que seja, você viveu planejando e planejando, ano após ano, dia após dia, algo que já não tem mais chances de acontecer? Não que fosse por falta de coragem ou vontade, mas sim por falta da principal coisa ou pessoa que possibilitaria a realização daquele plano.

Lidar com a frustração e remorso é bem mais fácil do que lidar com lembranças. Não só lembranças de planos e sonhos, mas de sorrisos e risos, palavras com e sem sentido, de toques, de tudo.

As lembranças, elas machucam e vão levando um pedaço seu a cada momento que você ousa lembrar delas. É um tanto masoquista, não é? Lembrar de uma coisa que você sabe que vai arrancar um pedaço seu, mais cedo ou mais tarde, sem dó e nem piedade.

Escolhas e experiências constroem os seres humanos que somos hoje, independente da natureza delas.

Um personagem uma vez disse que o ideal é munir-se de suas lembranças para que elas não possam ser usadas contra você. É mais fácil colocar esse pensamento em prática quando outra pessoa pretende te atacar, não quando o “agressor” é você mesmo.

Enfim, não sei onde quero chegar, na verdade, não sei onde cheguei com esse texto, só sei que a lembrança acaba de levar mais um pedaço, mais um sonho e mais um plano meu.

PORKaryna Laryssa
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