Já era…

Já se passam dias, mas sinto como se fosse ontem que disseste o último adeus. De uma forma tão cruel e antipática, assim como tu és no fundo.

Contigo vivi um mundo de aparências, em que mais parecíamos mascarados a tempo todo, aos olhos de muitos – um casal perfeito, sem brigas; mas a realidade era outra.

Lembro-me que uma vez me disseste que eu não te conhecia e eu cego que estava achava que não havia ninguém melhor que eu sabia como és, mero engano…

Hoje de ti já não sinto amor, como dizem “do amor ao ódio é só um passo”…Antes fosse o ódio que por ti sinto agora, mas não, é simplesmente pena do ser desprezível que és, ou melhor, que sempre foste…

Wow…Como pude cair nas tuas lábias feito um patinho…Com aquele teu olhar sedutor, tuas lindas curvas, tuas palavras doces ditas no silêncio e da tua forma “incansável” de dizer que me amava…Na verdade, tu nunca soubeste o que o amor significa…e por isso nunca soubeste me amar como devias moça…

Apavoro-me quando penso nas nossas noites perdidas de sono, em que fazíamos juras e mais juras de amor, como verdadeiros amores…mas o que me dói é recordar que nada disso era real…

Foste tu que com tuas “porcarias” quiseste chegar até aqui…no nada, algo que seria tudo para nós….

E agora? Agora só quero uma coisa de ti, moça, a distância, essa que sempre nos separará, e lembre-se de algo que eu sempre te dizia: <<Se não valorizares a pessoa certa, a errada te vai ensinar como dói>>