Invictus.

Eu não vou dormir esta noite, já sabemos que não vou fechar os olhos, mas prometo ser só hoje, pois eu não vou desmoronar. Eu continuo a respirar, apenas fiquei sem fôlego, mas eu estou viva.

Aqui vou, a fugir de olhos fechados mais uma vez. Tenho forças para ir, nunca duvidei. Já pus a minha armadura -as lágrimas caem por trás dos óculos escuros- e tu nunca saberás como era o amor dentro de mim.

Eu conseguia ouvir, mas não tinha voz para falar, e não me preocupei em estar fora de tom quando eu já estava na melodia. Procuravas libertação, eu dei e recebi tudo de ti.

Dominamos o mundo -o nosso- e nunca pensei em conquistar o amor. Ergo as muralhas e volto a caminhar protegida. O meu coração é feito de elástico, então não tive medo, pois ir para a guerra sem armas foi perigoso.

E eu percebi que éramos perfeitos, como fogo e gasolina, e ainda me sinto aquecida. Espero que fiques bem, espero que tenha chegado, pois eu prometo ser só uma noite, enquanto os ponteiros  inverteram de sentido e eu não pude ver mais o tempo. Eu continuo livre, apenas corri pelas ondas do amor.

PORAna Almeida
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