Se o indiferente fosse exequivel…

Se o indiferente fosse exequível decerto o recíproco fosse um total desperdício, seria uma discrepância absoluta daquilo que somos, seres acorrentados à perdição, seres presos à diferença. Seria completamente letal se um dia viéssemos a acreditar num futuro inteiramente justo, seria um erro colocado em evidência num precipício de “se’s”. Seria tão rude para alguém como eu deixar um “se” cair num nada, seria tão estupidamente cruel, que nem sei se o faça.

Não é justo para mim, mas seria justo aos olhos de outros? No pensamento não é, nem justo, nem injusto, é um termo perdido de argumentos em que suposição alguma poderia vir a mudar um destino predestinado (talvez me seja indiferente). Uma escolha que eu fiz, uma escolha que eu faço e que diariamente vivo para fazer, vivo para isso e não queira viver de nada mais, vivo de escolhas e é disso que todos deveriam querer viver, viver de fracassos, de detalhes que mudem uma vida por inteiro, e é inteiramente parcial o que digo, não é para todos e possivelmente seja apenas um pensamento escolhido por mim, para mim, mas sei que nada é, e de pensamento, nem tenho a plena certeza se será.

Sei que sonho com certezas, isso sei, sei tanta coisa mas disto tenho certeza, tenho a certeza de que sonho com a total certeza de que te amo. Sei tanta coisa e nada me é indiferente. Indiferente para muitos seria tanta coisa e é por isso, que faço do indiferente exequível, para ter o pleno e absoluto desejo de te querer; para ter o que não tenho, prefiro pedir um beijo teu e deixar-me ir na eloquência de não te ter, mais vale isso, do que não valer nada.

Vales tudo, vales todo este desejo, vales o quanto persuasivo tendo a ser quando te quero, só quando te quero digo que te mereço, não é isso que todos fazem, não é isso que todos dizem ? Ter a certeza de ter alguém é a maior opressão que o ser humano já inventou, viva o que não temos, vida o medo de se escapar algo!

Só me faltas tu, para não me escapar nada, só faltas tu, para me atirar da ponta de um icebergue.

Deus me perdoe, mas a minha mente é perversa quando não estás, a minha mente não aguenta o facto de não te ter e se calhar é possível que seja por isso que te quero, para retirar as asas ao querer.

PORDiogo Sousa
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