Indiferença…

Pergunto-me na eternidade de um momento se o que penso e imagino não é uma rude alternativa a um mundo tão cru e insípido.

Pergunto-me sobre tantas coisas, muitas delas sem nexo, sem fundamento e já comprovadas.

Mas são palavras que tenho a dizer frontalmente a um mundo complexo. Sei que a complexidade depende de cada um, mas eu dependo de um todo, de cidadãos que se mostram levar por uma nostalgia impertinente.

Sei que sou humano, igual a um todo que na verdade desconheço. Igual a afins, à vulgaridade dos começos e ao enterro dos êxitos.

Sei que sou igual, sei que podia ser diferente. Na verdade sei que sou ambos. Sei que sou o começo inconsistente e o fim indesejado. Sei que sou o tempero dos dias e a amargura das noites. Sei apenas que sou o sofrimento de uma mente confusa, drogada de indecisões, portanto escrevo tudo o que vejo e depois me decido; acabo por decidir tudo, o resto não seria resto se não surgisse dilema entre o que marca e o que passa.

PORDiogo Sousa
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