Hoje…

Hoje desprendo-me de tudo aquilo que me apegou um dia. Dispo-me de sentimentos que me caracterizaram, que me atormentaram meses, que me fizeram ter dúvidas em todas as oportunidades que surgiam.

Foste uma desilusão, não durante a nossa história. Disso não me posso queixar, amaste-me de uma forma que nem eu própria sei se vais conseguir voltar a amar. Fizeste-me a mulher mais feliz deste mundo. Respeitaste-me e deste-me proteção. Deste-me tudo o que podias e sentias incondicional. Mas desiludiste-me no fim, quando decidiste pôr fim àquele que era o nosso sonho, aos planos que fizemos e construímos sozinhos durante cinco anos. Destruíste tudo em mim, e isso não te perdoo-o. Desculpa, mas não consigo. Já tentei perceber o porquê do que fizeste, já tentei arranjar justificações para o teu, para o meu sofrimento. Mas continuo sem resposta. Se me dissessem que ias fazer o que fizeste um dia antes de o fazeres, eu não acreditava. Não acreditava, exatamente por acreditar muito mais em que eu era o amor da tua vida como sempre me disseste. E sou, sei que continuo a sê-lo apesar de teres outra pessoa contigo hoje.

Hoje, não és capaz de me ver, não és capaz de ouvir a minha voz. Foges de mim. Será por teres medo de voltar a sentir o que sentiste durante cinco anos?! Ou será apenas vergonha por teres feito sofrer uma pessoa que tanto te ajudou e que tu próprio sabes que não merecia?!

Não merecia ter sofrido, é verdade. Mas também não merecia ficar contigo. Provaste não ser quem eu julgava que eras. Provaste que deitas tudo a perder por uma miúda que te faz esquecer os problemas provavelmente pela infantilidade de não os conseguir perceber…como eu percebia, porque te conhecia, porque os vivia contigo, porque vivia para ti. Porque te amava incondicionalmente. Porque por ti fazia tudo, e talvez não o soubesses.

Hoje, pareces feliz com essa pessoa que tanto mal me fez. Não sei como não te questionas depois de todo o bem que eu te fiz e tu a mim. Mas isso, hoje, já não me importa.

Liguei-te e não me atendeste. Só queria ver-te. Saber como estás, tu a tua família, a tua vida. Só queria às vezes desabafar com a pessoa que melhor me conhece. Perdi um namorado, mas acima de tudo, o meu maior e melhor amigo. Tal como tu perdeste, mas não quiseste saber. Ou eu não saiba que quiseste, porque por orgulho (e talvez vergonha) não me disseste. Mas hoje, não quero mais essa pessoa. Não quero mais saber dessa pessoa que foste em tempos. Queria apenas saber como esta nova pessoa em que te transformaste se sente. Tal como também gostava que quisesses saber de facto como estou, como me sinto, o que tenho feito.

Hoje, acabou. Acabou tudo o que me atormentava, tudo o que sentia por ti. Hoje, tu não o sabes. Mas já não me lembro de ti.

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