Hoje sou feliz, vêm sê-lo também!!!

O tempo voa, mas não lhe damos valor. Apagamo-nos por problemas que não o são. Fechamo-nos por pessoas que não devíamos ter deixado entrar nas nossas vidas. A luz que irradiamos passa a ser um lusco-fusco e deixamos permanecer quem nos faz mal, o que nos magoa e transtorna e principalmente não crescemos, não olhamos os momentos, não sentimos a vida, não somos nada.

Passamos a ser apenas um peso que anda aqui, que não é feliz por nada deste mundo, que vê a felicidade por uns binóculos de longo alcance, mas essa mesma felicidade nunca chega. Porque a pessoa que gostamos não nos faz feliz. Porque a mala que compramos afinal não é assim tão perfeita. Porque aquele passeio só serviu para nos deixar cansados. Porque queremos estar com as pessoas mas elas não nos fazem felizes. Porque não queremos estar com ninguém e não somos felizes. Porque aquela comida fez-nos mal. Porque a luz entrou pelo estore e nos acordou. Porque acordámos mal-humorados e batemos com o dedo pequenino do pé na cómoda do corredor.

Porque. Mas “porque” o quê? Quando é que faremos o favor a nós próprios de sermos felizes agora PORQUE SIM e não porque ninguém nos faz feliz, porque nada corre como planeado.

Vamos ser Felizes neste momento. Com o que temos. Com o que somos. Com quem nos acompanha ou não. Não façamos a felicidade algo que irá ser alcançado um dia. Até lá a vida passa, o tempo expira e a felicidade não chegou.

Vou partilhar um segredo. Não esperemos para sermos felizes. AGORA É O MOMENTO.

No dia em que me apercebi que a minha felicidade dependia de mim e não dos outros senti-me leve. Tornei-me uma pessoa melhor e diferente. Fui melhor para os outros, mas principalmente fui melhor para mim. Durante bastante tempo meti a minha felicidade nas mãos erradas daí pensar que era uma vítima, que não tinha sorte nenhuma na vida, que todos os meus desejos e caprichos tinham de ser satisfeitos, se bem que nunca o eram, o que me deixava frustrada, irritada, stressada, nervosa. Arranjo com toda a certeza mais uma dezena de sentimentos que me deitavam abaixo dia e noite.

Mas um dia, assim como de repente, acordo e penso. Mas eu não sou feliz porquê? Tão simples quanto isto. Não queria. Esperei que me saísse o euromilhões, apesar de não jogar. Esperei que o meu livro um dia fizesse sucesso, mas nunca o acabei. Esperei que a pessoa que partilhava a vida comigo fizesse tudo o que a minha cabeça fantasiava, mas essa pessoa não era eu, não lia mentes e pensa de outra forma. Como? Pergunto-me como pude pôr a minha felicidade em situações inacabadas, em pessoas que nada tinham a ver com a mesma.

Assim, no dia que me apercebi que podia começar a ser feliz, não amanhã, não na próxima semana, não quando acontecesse uma coisa boa, mas sim agora. No momento que a ficha caiu toda a pressão, insegurança, manias, imposições, sentimentos negativos. Fiquei leve. Os pensamentos que me assombravam ficaram light, são pensamentos que me surgem e que ouço, mas sem mágoa, sem rancor e, principalmente, sem julgamento. Se eu não sou ninguém para julgar os outros, porque hei-de ser alguém para me julgar a mim? Ninguém nunca me feriu e magoou tanto como eu própria. Destruí-me quando me deitava abaixo. Quando o que os outros diziam ou faziam tinha mais importância que eu. Quando amei mais os outros do que me amei a mim. Quando disse ao espelho que EU não valia nada, não merecia nada. Nem a vida.

Quando te apercebes que o teu maior inimigo está dentro de ti e não nos outros olhas para ti e para tudo de forma diferente. Pode mesmo dizer-se que de forma renovada. Vês tudo com cores novas. Os sons vibram de forma diferente pelo teu corpo. O que fazes, lês ou vês é encarado de outra forma, de outra perspectiva. É encarado por uma pessoa que não tem medo de errar, que gosta dela, pode-se mesmo afirmar que se ama, que se entende e que é condescendente com ela própria.

É libertador e tentador. Vicia pelo misto de sensações e emoções que desperta. Deixas de te autocriticar. Passas a ouvir o que os outros têm a dizer e retens apenas se for importante para a tua vida. Sorris porque sim. Lês algo e encontras significado até no som do bater de asas de um pássaro que voa mais baixo. Encontraste. Sentes. Flutuas. Sim, ficas tão leve e não, não depende do teu peso, mas sim do peso que acumulaste às tuas costas uma vida inteira. Uma vida inteira do tempo que tiver sido, mas de tudo o que te deitou abaixo em vários momentos. Quando tu te deitaste abaixo. Já pensaste nisso? Sempre foste tu que te deitaste abaixo, que te prejudicaste, que só viste o mau em tudo.

Mas quando te libertas consegues voar e a maioria das coisas que achavas que fazia sentido para ti, deixa de fazer, porque por norma tudo te foi imposto. Tudo te foi impingido. E tu deixaste. Até agora.

Vai. Vai e sê feliz. Liberta-te de ideias. Os algoritmos são os que tu ditares. As palavras são palavras apenas. Os pensamentos são novos e especiais. Chega um momento que vais tentar partilhar esta tua nova ideologia com todos. Poucos te vão dar ouvidos. Lembra-te. Tu primeiro. Dá ouvidos a ti e cria uma vida nova. Não, não importa se tens ou não emprego, se tens ou não dinheiro, se tens ou não alguém com quem partilhar a vida, se tens tudo o que queres na vida, nada importa. Encontra-te. E vais encontrar uma nova forma de encarar a vida. A tua nova vida. Descobre a pessoa maravilhosa que podes ser para ti. Permite-te dar uma palminha nas costas quando conquistares algo. Faz algo de novo. Expande a zona de conforto. Faz porque sim, porque queres e não porque te impuseram. Vê por ti próprio como é engraçado aprender a andar de novo. A felicidade está nas tuas mãos. Sê feliz nas pequenas coisas e não apenas quando conquistares alguma meta a que te propuseste. Até porque na maioria das vezes a vida não corre como planeado, as coisas acontecem ao contrário. Não faz mal. Aprecia cada segundo. Literalmente. Embriaga-te com a vida. Fiques em casa ou saias. Sozinho ou acompanhado. Mas vive. Vive e sê muito feliz. Porque tu queres.

PORCatarina Diogo
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