(…) hoje sei que quem se despediu foi eu!

Nunca soube e talvez nunca irei saber, quando chega hora de me despedir de tudo o que já passou, do que não vai voltar, do que não vai mudar.

Nada será como era antes mas já não me importo. Acho que nunca te disse, aliás não te cheguei a dizer-te muitas coisas que queria dizer, mas vou dizer agora: por ti eu colocava as minhas mãos no fogo sem medo que elas se queimassem. Eras o meu porto seguro. Por ti, eu corria mundos e fundos só para não te ver cair. E o teu sorriso era a minha maior e melhor recompensa mas todas estas palavras bonitas, usadas para te descrever, não passam de meras ilusões.

Pensava que eu não sabia quando chega a altura de dizer adeus, mas provaste que tu também não sabes. Ninguém vai embora da maneira como tu foste. Passaste e conseguiste devastar tudo o que rodeava sem qualquer tipo de explicação.

Outrora não tinha sabia se aquilo era um ‘adeus’, hoje sei que quem se despediu foi eu. Tu só foste e levaste uma parte de mim, eu dei-ta com todo o gosto mas no fim, foi eu que te disse adeus. Hoje sei que quem se despede não é quem vai embora primeiro mas sim quem tem maturidade suficiente para colocar ‘os pontos nos is’, quem pede desculpa mesmo não tendo culpa de nada. Mas para que não digas que te culpo eu não me importo minimamente de ficar com elas, e deito as para trás das costas e sigo o meu caminho como sempre fiz.

Uns dizem que sou fria, outros dizem que sou arrogante, para mim são os mais belos elogios que alguém pode receber. Sou fria porque sei o que custam estas vindas e idas e sou arrogante com o maior orgulho do mundo, graças à minha arrogância estou aqui firme e inabalável. Continuo sem saber despedir me mas pelo menos já sei quando o fazem.