Histórias da vida – Amor de irmão!

Acho que é a primeira vez que irei escrever sobre ti. Na verdade, já o pensei em fazer antes mas as palavras tinham uma certa dificuldade em sair, a complexidade do teu ser é um tanto indescritível.

Penso que isso deve-se ao facto de seres uma pessoa única que mesmo sendo fácil de descrever em meia dúzia de palavras por seres comuns, para quem realmente te conhece é uma tarefa complicada.

Obviamente que só tu não consegues ver aquilo que és, a capacidade que tens, o teu potencial, portanto hoje decidi pegar no papel e na caneta e descrever-te.

Por fora tão frágil, por dentro tão forte, questiono-me onde consegues ir buscar as palavras certas nos momentos certos, nos de aperto, nos de aflição. Como cruelmente o teu mundo desaba e aceitas graciosamente com um sorriso que parecendo que não é contagiante. É algo que mesmo no meio do silêncio ajuda e diz muito. Mas não nos deixemos elucidar por tal sorriso, pois por trás dele encontram-se os maiores desejos de chorar. Por isso derivando a outra capacidade que provavelmente desconheces do teu ser.

O teu potencial.  Sim, tu tens potencial. Encontras as respostas do incógnito, vais à deriva de respostas para o desconhecido. A todo o minuto do teu dia vais ao encontro de sabedoria, seja de que tipo for. E como se costuma dizer… O potencial torna-se poderoso, a sabedoria uma arma superior no meio dos ignorantes que nos rodeiam. Mas, mesmo com algo desse género, mantens-te humilde a tua pessoa.

Simpatia e ternura, bondade e apoio, um pouco malvada sim, mas é disso que faz com que sejas uma mulher admirada por muitos. Pelo menos por mim sabes que serás, porque mesmo apesar de tudo o que já se passou desde que nos conhecemos, nenhum de nós virou as costas à amizade.

Apesar de ser uma amizade “distante”, ambos sabemos que podemos contar um com o outro.
Por isso, por todas as vezes que íamos visitar gratuitamente a Roz só porque nos queríamos rir, por todas as vezes que andámos à toa só porque sim. Por aquelas consultas de psicologia, debates de política e diversidade musical. Pela enorme versão de karaoke dos “sonhos de menino” do Tony Carreira. Por isto tudo e muito mais, deixo-te aqui as seguintes palavras que eu quero que penses bastante nelas.

Se achas que és uma merda, se achas que não estás cá a fazer nada, se estás a ficar farta, se te apetecer desistir, se pensares que ninguém quer saber, se pensares de que adianta continuar, se achares que estás sozinha … Pensa nisto:

Terás sempre aqui um gajo otário que tem uma enorme admiração e orgulho por ti, que odeia quando te armas em parva e tens ataques de bipolaridade. Sim, porque nem curso tens e achas-te realizadora de cinema imaginário. Sim, porque os filmes da tua cabeça são só isso, filmes.

E se te sentes sozinha? Obrigadinho por te lembrares de mim nesses momentos. Portanto quando tiveres o triste azar de pensar para ti própria “estou sozinha, ninguém quer saber, estou tão farta disto, desta vida” diz isto a ti própria “que raio estou eu aqui a dizer? eu sou superior a isto, não posso deixar-me ir abaixo, com tanta qualidade e potencial porque raio haveria eu de estar cansada? Tenho amigos que se preocupam, tenho uma família que me ama incondicionalmente. Fuck this, fuck karma, fuck all and carpe diem”.

É as palavras já começam a escassear, por isso creio que vou terminar por aqui.

Nunca desistas de ti, que eu também não. Love you like a fat kid loves pizza

PORPedro Monteiro
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