Histórias da vida – Amor antropófago!

Achavas que já estaria longe da tua visão, não já?
Pois bem enganaste, regressei mas não me chames de amor, chama-me de antropófago, um mero operário do coração que voltou a picar o ponto.

Oh amigo, como tive saudades tuas. Prepara-te porque vou comer-te por dentro, levar-te a um enorme extremo, ao desespero, à depressão. É que sabes… Eu propago-me de diversas maneiras. Sou um orador com o método bastante peculiar e intenso.
Catalogado como algo tão omnipotente que nunca irá ter o seu termino.
Uns chamam-me a entrada para o céu, outros um dos alicerces das portas do inferno, um acantocéfalo do sentimento outrora puro. Contudo, tornei-me numa incógnita para ti.
Mas através de agulhas coso-te os pontos, somente para os poder dilacerar de novo.
Estalar-te-ei esse teu pequeno órgão como um crepitáculo, que nem saberás como reagir. Tornar-te-ei um paralítico cognitivo. Ficarás incrédulo no que toca ao meu sentimento, lamento.

Mas nem tudo é mau meu caro, um sentimento como este torna-se puro no trajecto, tornares-te-á atlético para fugires ao mal que te farei e conseguirás prevalecer, estarás predestinado para um êxito neste campo. Até lá, xeque mate amigo.

PORPedro Monteiro
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