Histórias da vida – A arte da escrita!

Muitas pessoas não sabem sobre o que escrever. Abordam temas que em geral a sociedade aborda, automaticamente torna-se um texto banal, tanto como muitos para aí andam.

Agora aqueles que escrevem pela a arte, pela linguagem única, a libertação que o escrever lhes proporciona. A terapia livre de custos que liberta um mundo que carregam nos ombros. Esses sim, são bons. Com alma e coração escrevem, tal como o alvo que querem atingir.

Inventar histórias qualquer um faz, reescrever textos e dar o seu toque pessoal, é fácil… Agora escrever com o coração é complicado… Faltam palavras, explicações, visto ser uma coisa pessoal… Complica-se sempre. Uns escrevem grandes textos, outros algo de que não passa indiferente nem mesmo ao mais insensível dos seres.

Eu? Eu apenas escrevo desabafos que nada interessam aos restantes. Mas apesar de emocionalmente, psicologicamente e fisicamente estar desgastado, o meu coração está preenchido por uma pessoa que apesar de 2 anos mais nova tem uma mentalidade muito, muito superior à minha, coisa que é complicado.

E por mais que eu tente evitar este sentimento mais ele cresce. E custa, custa saber que ela não sabe o que vai dentro de mim. A raiva de não conseguir avançar por medo, o quanto a custa ver triste mas por fora estar com o sorriso de uma amizade que sonha ser algo mais. A felicidade que me traz num dia de imunda tristeza.

O sorriso que esboça na minha cara fazendo regressar as lágrimas que queriam cair. A força que o meu corpo ganha com o seu ser capaz de afastar a força que ganhei para um momento desistir.

E ela não sabe… Ela não sabe o quanto especial e importante é para mim. Ela não sabe o quanto a admiro. Ela não sabe o quanto ou o que daria por ela. Ela não sabe o quanto sofro nos seus momentos de agonia. Ela não sabe o quanto a amo. Ela não sabe… Porquê?

Porque tenho medo… Medo não de assumir, medo não de arriscar, medo não de sofrer, medo sim de a fazer sofrer. Porque pela primeira vez, senti o que é dizer que esta é a pessoa certa. Dizer que é o que preciso. Dizer que é tudo aquilo que peço. O que me faz sentir bem…

Mas bem, nunca saberá porque mesmo que o saiba nunca acreditará. E enquanto vejo a vida a passar me ao lado sofro, mas em silêncio, porque mesmo que eu estivesse na merda, desde que ela esteja bem para mim é como um cego ver o mundo pela primeira vez. Uma emoção única. Até lá, aguardo lentamente e desabafando ao vento o quanto te amo…

PORPedro Monteiro
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