Para o futuro homem da minha vida!

Não importa quantas estações ainda passarão por nós.
Haverás de chegar até a mim, como um furacão, quando eu não te esperar.
É assim que o amor acontece.
O verdadeiro amor.
Na linha ténue do horizonte.
Hei-de encontrar-te.
E tu também.

Haveremos de ser tudo o que não idealizamos.
Porque é assim que acontece.
O amor é imprevisível.
E a vida também.
Aceitarei as tuas falhas e os teus defeitos.
Beijarei as tuas cicatrizes.
Aceitar-te-ei como és.
Vou moldar-te a mim.
O teu corpo e a tua alma.
Em meio a todas as voltas que a vida dá, encontraremos na alma um do outro, o amor que extinguirá as chamas do passado e nos ficará ficar.
De todas as promessas que traçamos no corpo dos que amámos, traço-te apenas esta.
Prometo nunca te prometer nada.

Limitar-me-ei a viver o presente.
Como se ele fosse o que realmente é: um presente.
Chegarás desconcertado.
De tudo o que a vida me ensinou, é que pedaços desiguais, completam-se.
Chegarás perdido.
Irei acolher-te.
Vou embalar-te nas noites em que chorares pelo que perdeste.
Acarinhar-te nas manhas em que sorrires pelo que tens.
Aos bocados, ou inteiro.
Demorem dez ou vinte anos.
Continuarei de mão estendida para te agarrar.
Braços abertos para te amar.
E tudo em ti irá se recompor.
Haveremos de inspirar quem nos rodeia.
E se todas as cartas que te escrever ainda forem insuficientes.
Escrevo-te o meu amor nas paredes da casa.
Nos muros e nas ruas.
Nos passeios e no mundo.
Escrevo o teu nome na minha mão.
Serei a tua segunda pele.
E a luz que te guiará de regresso.

Farei em ti o meu lar.
Irei reconstruir-te.
E eles irão acreditar.
O amor verdadeiro existe.
Porque tu existes.
Vou-te encontrar.
Estou à tua espera.
Não sei de onde vens.
Nem sei se ainda demoras.
Mas o pouco tempo que me resta será teu.
E hão-de lembrar-nos.
Da tua.
Letícia.

PORLetícia Brito
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