Fuga pela liberdade!

No fim de semana do dia 13 de novembro de 2015, estive fora do país onde resido.

Fui a Madrid.

Parecia que tudo estava calmo… As luzes sorriam, as palmas vibravam, as pessoas dançavam…

Sim, Dançavam!

No começo da noitinha, eram mais ao menos 20:25, quando eu e os meus parceiros, após o jantar, passeávamos sobre os passeios e avenidas enormes… Até encontrarmos um grupo de solidariedade de apoio à paz.

Nas suas t-thirts, continha a seguinte mensagem : “ Luz para a Síria”.

Este grupo, tinha bombos nas suas posses que animavam aquele arco de pessoas com o estilo do samba.

De facto, aquelas pessoas contagiavam as restantes com aquele ritmo, ao qual, eu também fui vítima.

O coordenador apelava com um apito, cada tempo, cada compasso, cada batida.

Aquele grupo de percussão, simplesmente se multiplicava com as pessoas a se tornarem participes daquele evento bem humorado.

Eu fiquei muito contente e satisfeito, após aquele gesto bonito do anti-racismo nacionalista.

Hoje, é triste ver como, as pessoas de origem muçulmana, os extremistas, denegram a sua própria imagem.

No passado nas guerras das cruzadas era visto de bom grado pela razão da “fé”, a conquista de povos inferiores.

Hoje o extremismo é visto como algo abusado, como a tal palavra indica, a passagem dos limites.

Mesmo assim, hoje eu sinto-me desiludido comigo próprio.

Não é que todo o Islão, tenha culpa, pelos atos das ovelhas negras que invadem os nossos costumes, sim! As nossas vidas.

Pudesse eu, ter voltado atrás e não ter participado daquela festa improvisada.

Não é que eu seja racista, mas é digno de nota, eu dizer… Que, pelo pecador, paga o justo.

Paga o povo que quer uma legislação de liberdade. Liberto de armas, liberta de bombardeamentos.

Digo isto, porque leva-nos a uma viagem que fiz em Março a Milão.

Perto da catedral do Duomo, na praça principal desta cidade, vi como este povo apelava há igualdade social:

Com fotografias de vítimas de bombardeamentos em massa;

Com a felicidade de poderem gritar “Freedom”, com o sorriso nos seus rostos, por terem escapado, à vingança da Europa nos países ligados ao Islão.

O mundo de hoje na Europa, está-se a transformar a uma velocidade extra, com as atrocidades que têm acontecido, nomeadamente pela segunda vez, este ano, em Paris.

Mas se os terroristas vivem na Europa, porquê castigas e ou até humilhar os refugiados?

É verdade que as notícias dos Jihadistas têm abalado todo o mundo.

Mas se muitos deles, já residem na Europa, porquê continuar a destruir o pouco que resta daquela civilização?

E se fosse connosco?

Também gostávamos que fossemos olhados de lado se tivéssemos que fugir?

Ninguém é mais do que ninguém.

Sou Europeu.

E acho que a Europa não pode mais controlar, os piores dias que virão.

Chega! Não podemos voltar atrás do tempo e ressuscitar as pessoas importantes, que caçámos com unhas e dentes, tais como:

Saddam Hussein e Osama Bin Laden

Acho que não há volta a dar!

E por mais difícil que seja passar, por isto com os olhos tapados… A Europa está sob ameaça e perdida.

 

PORPedro Simão
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