Frontalidade – a qualidade que virou defeito!

Ser discreta nunca foi o meu forte. Falar alto, rir demasiado, responder mal, essa é a minha especialidade.

Sou calorosamente fria. Sou irrequieta, e as vezes até insuportável. Sou desastrada, teimosa e resmungona. Sou irresponsável e impertinente.

Posso ser a tua melhor amiga. Ou a maior vaca que conheces. Posso jogar nos dois lados, posso fazer mil e uma coisas ao mesmo tempo.

Posso ser o teu maior apoio, a tua melhor conselheira, mas também posso arruinar te a vida. E não é que queira, mas as vezes é mesmo necessário ser aquele tipo de pessoa a quem tu chamas de filho da put@.

Então eu sou, sempre que necessário. Há quem diga que não valho sequer a roupa que visto, outros dizem que sou mal encarada e depois existem aqueles que ainda julgam que só sou assim com eles porque não gosto deles. E até tem razão, não gosto deles.

Se há coisa que odeio é gente ainda mais filho da put@ do que eu.
Tentei ser razoável, evitar certas pessoas, não ouvir certas coisas. Mas a verdade é que a mentira incomoda-me. Qual é o problema de ser frontal? Sempre ouvi dizer que é preferível ser chamado de filho da put@ do que de falso.

Ironia é a melhor arma de muita gente, tal como o desprezo. São poucos aqueles que ainda se manifestam e se fazem ouvir, e a melhor parte de mim, é sem dúvida ainda ser uma dessas pessoas. Pelo menos, até um dia.

Quem me dera voltar ao tempo em que ser frontal era considerado um objetivo é não um defeito.

PORRachel Stefan
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