Fragmento do tempo resumido na eternidade do abraço!

– Amo-te.
– Também te amo.

Abraçavam-se segundo um elo único e intransmissível. Naquele instante, deslizavam os braços à volta do pescoço um do outro, ansiando por aquela fusão de corpos e almas selados por aquele amor singular. E assim se moviam através um do outro como partitura musical que somente aqueles dois corpos sabem tocar, notas soltas tocadas ao som da paixão fervorosa que nutriam um pelo outro.

Adiante, esses corpos comprimiam-se num encaixe apertado e característico de uma fusão perfeita de curvas e concavidades. E nesse instante, transportavam-se no tempo, vivendo numa mesma dimensão onde os desejos se fundem numa dança em ritmo próprio, sublime. Num abraço, naquele momento alígero, roubavam à realidade a distância da saudade do tempo não vivido, seguravam o tempo num fio invisível, um fragmento do tempo resumido na eternidade de um abraço consumado naquele amor indissociável.


RELACIONADOS




PELA WEB

Loading...