Foi assim que descobri que o amava…

A minha primeira impressão dele foi péssima e ele sabe, já nos rimos imenso à conta dessa história.

Depois disso apaixonei-me por ele. Sem querer, sem me aperceber, e só dei conta quando já não havia forma de voltar atrás. O amor tem destas coisas, dizem. Vai-se enraizando em nós e molda-nos com o seu jeito. Não são só palavras, nem gestos, às vezes resume-se tudo a olhares, sobretudo ao brilho que surge nos nossos olhos quando estamos com alguém que amamos. Foi assim que eu descobri que o amava.

E a seguir? Foi tudo uma lição.

A companhia dele sempre provocou em mim sentimentos muito controversos, mas, depois de tanto tempo, naquele dia eu percebi que a palavra “amizade” era demasiado limitada para o que sentia, para a forma como o via, como gostava de estar com ele, como os meus olhos brilhavam e as minhas gargalhadas soavam sempre que estávamos juntos.

A verdade é que nunca me senti tão viva e tão segura de mim como naquela altura, altura também em que por entre risos, carinhos e brincadeiras foi surgindo algo de muito especial entre nós.

E nunca houve máscaras que me tirassem para fora de mim. Fui completamente eu, sem disfarces, sem inseguranças infundadas. E é tão bom quando pudemos ser nós sem o receio de sermos julgadas ou mal interpretadas.

Não houve um pedido de namoro nem uma oficialização. Ele chegou e ficou, e foi ficando na minha vida e fazendo de mim uma mulher indiscutivelmente mais feliz. Durante muito tempo fui apenas uma mulher. Quase sempre lutadora, realizada e determinada nas suas vontades. Alguém que aprendeu a ser feliz sozinha primeiro, ainda que eu soubesse que havia um vazio guardado em mim, aquele que ele veio preencher.


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