Fazes-me sorrir, sabes?

“Bom dia, dormiste bem?” inocente o sujeito, que desconhece a alegria que a simples questão impulsiona. Ainda que não tenha dormido ás mil maravilhas, acordei ás mil e uma. Fazes-me sorrir, sabes? Como se fosse insana.

E, por isso, abdicaria de metade do espaço da minha cama. Quer dizer, talvez nem tanto. Sabes que prezo o meu território. Ainda assim tu invadiste, sem aviso prévio e estando eu de certa forma vulnerável. Não que me tenha incomodado, de todo.

Há quem diga que o melhor da vida vem quando menos se espera, confiemos no ditado, porque realmente não esperava pela tua vinda. Poderia abdicar da novela da noite para te deixar ver o jogo do teu clube, e desculpa, mas iria fazer pouco de ti durante o resto do dia caso sofresses derrota.

Sabes como gosto de irritar-te, não sabes? Poderia ainda desculpar a toalha esquecida em cima da cama e a tentativa falhada de mestre da culinária. Poderia até fazer-te panquecas pela manhã. Isto quando acordasse bem disposta, claro. Sabes que não sou a pessoa mais bem disposta do mundo, mas tu toleras e é isso que me faz moldar.

Tenho-te dito que até gosto de ti, e realmente gosto, mais do que o esperado. Gosto de ti ao ponto de partilhar a sobremesa, e acredita que eu não sou do tipo de pessoa que partilha comida, muito menos sobremesa.

Dizem que o que vem fácil, vai fácil. Vieste fácil, mas não acredito que vás de igual forma. Seremos aptos a quebrar o ditado?

PORAna Sousa
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