Existe uma grande diferença entre desistir e perceber que não vale a pena.

Respire fundo e tente continuar…

Desistir é abrir mão e descartar. Com ou sem motivos plausíveis, colocar um ponto final. Desistir é jogar tudo para o alto, é rasgar os planos. Desistir é seguir em frente sem olhar para trás. Desistir é coragem, é um risco. Desistir é escolher caminhar por outro lado. Desistir é uma escolha incerta, é se libertar dos reais sentimentos. Desistir é lavar as mãos, é se despedir sabendo que tudo vai ser diferente. Desistir é partir.

Desistir é mudar de endereço. É desejar uma nova perspectiva, um outro amor. Desistir é não querer mais. Desistir é definitivo e não ter medo de medo de perder. Desistir é revolucionário, é desapego. Desistir é renunciar. Desistir é mudar de opinião, é não insistir, não continuar. Desistir é largar, abandonar, ceder e deixar.

Perceber que não vale a pena é uma libertação. Talvez por um erro, um deslize ou algum trauma. Perceber que não vale a pena é dolorido. É como jogar todas as expectativas no lixo. Perceber que não vale a pena é brigar com a própria consciência, é olhar-se no espelho e ter um choque de realidade de que o mundo desmoronou. Perceber que não vale a pena é cair em si de que tem alguma coisa errada, é levar um tapa na cara e acordar para a vida. É cair da cama e se machucar. Perceber que não vale a pena é conscientização e amor próprio.

Perceber que não vale a pena é cansar-se de bater com a cabeça na parede. É sangrar até onde der, mas saber que qualquer hemorragia é capaz de matá-lo. Perceber que não vale a pena é levar uma facada nas costas das nossas próprias vontades. Perceber que não vale a pena é levar para longe toda a bagagem pesada que estamos carregando, é sentir-se leve.

Chega um momento em nossas vidas que nos deparamos com o “e se”, duas palavras que estremecem a alma de qualquer ser humano. Sentimos um frio na barriga incontrolável e, dessa vez, não estou falando da paixão. A confusão domina os sentidos e atitudes, não sabemos se damos um passo para frente ou recuamos duas vezes. A incerteza pode levar à loucura, pois causa desespero e não se controla facilmente. O importante é sabermos o momento certo de parar. O coração suplica por socorro e, no meio de toda essa bagunça, precisamos escutá-lo.

Em ambas situações, embora sejam diferentes percepções, o destino é o mesmo. Mudanças são necessárias para a evolução da espécie. É difícil sair da zona de conforto, da comodidade ou dos braços de alguém. Ficar sem o que já temos, é caminhar com as próprias pernas, é se perder sozinho e depois, se orgulhar por ter superado as expectativas. Nada será para sempre, muito menos por acaso. A vida ensina aqueles que estão dispostos a aprender. Mudanças são chaves principais de grandes portais a serem descobertos. Se permanecermos infelizes ou insatisfeitos aonde estamos, ninguém poderá nos ajudar a sair desse abismo. Vale a conscientização de que, primeiramente, queremos e escolhemos a felicidade. E, depois disso, perceber o valor do sorriso e nunca mais perdê-lo.

Somos responsáveis por nossas escolhas, por tudo o que procuramos a aceitamos. Não reclame do que te impeça de voar, se você não tiver competência de olhar o próprio umbigo e levantar-se do sofá para mudar isso. Estamos aonde aceitamos estar, ninguém tem nada a ver com isso. Não se julgue incapaz de ser feliz como o seu vizinho. Tudo é possível, mas fazer sempre do mesmo jeito, nunca trará resultados diferentes. A vida exige da gente um pouco mais de valentia para bater no peito e arriscar-se. Devemos ser atrevidos, desafiar a própria sorte e contarmos com o merecimento de tudo aquilo que plantamos e agora precisamos colher. Precisamos ser determinados em nossos objetivos, reconsiderar é importante diante de extremidades. Nos afastar é necessário, errar é normal e se arrepender é conhecimento.

Você não precisa ser um exemplo perfeito. A vida sempre vai cobrar mais do que podemos oferecer. Mas, de qualquer forma, deitar-se com a consciência tranquila é o primeiro passo para se ter uma boa noite de sonhos. Portanto, tudo só depende de você. Desistir ou perceber que não vale a pena não é fraqueza, muito pelo contrário, é maturidade para filtrar o relevante do essencial. Dizer não é fundamental, afinal, quem aceita qualquer coisa acaba ficando refém do universo. E, convenhamos, ele conspira apenas para aqueles que sabem o que realmente querem. Quem quer tudo, na verdade, não quer nada. Se você não sabe aonde está indo, é melhor dar uma pausa no meio do caminho e reescrever a sua história. Se você não fizer isso, ninguém vai fazer por você.

E, mesmo quando der vontade de chorar, seremos felizes até onde der.

Não se esqueça que só vivemos uma vez, perder tempo é ignorância.

Permita-se!