Eu, tu e o não sei…

Chegaste embalado numa brisa de ar à qual eu abri a minha vida.

Tu passavas e eu termia, que bela declaração de amor ou de morte.

Inacreditável como alguém pode ser tanto e tão pouco numa só passagem.

Foste numa corrente de ar e eu voltei a mim num sopro de vida.

Decidiste regressar que nem um furacão certo de que eu não teria dado nem um passo desde a última vez, queria negar, mas a verdade é que sem ti fico imóvel. 

Imóvel era o meu amor por ti que corria todos os dias uma maratona contra o tempo e o mundo, infelizmente ele era rápido demais.

-Acho que te amo.

-Acho que tenho que ir.

E foste, mais uma vez assustado com o poder do vento.

E eu permaneci mais firme que nunca.

Reapareceste dizendo que em ti vivia uma tempestade.

Eu, crente que no Inferno podia soprar vento, regressei a ti, se é que alguma vez em ti estive. 

A tempestade foi acalmando e tu dizias que não sabias se havias de lutar ou resistir. 

Eu resisti, tu sobreviveste…

Para quê sobreviver se não poderes sentir o vento?!

A ventania passou.

Célere foi o vento que nos levou… 

Ficaste sem saber, eu fui sem me aperceber.

Foste sempre tu e o não sei…

Mas agora, já nem eu sei..


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