Eu tinha de escrever!

Tinha de escrever-te de forma a descrever-mo-nos.

De repente apareceste e o ambiente alterou-se. Não sei o que me passara pela cabeça mas o olhar para ti era diferente…e aquele lugar começou a não ser suficiente. A cada copo vazio sentíamos a necessidade de nos preenchermos.

Dançamos, os corpos uniam-se cada vez mais e uma dança não teria o mesmo sabor do que uma coreografia corporal a sós. Depois de tanto falarmos em poesia erótica decidi que serias tu o protagonista do meu erotismo. Saímos dali.

Fomos, ansiosos, pela segunda parte. A parte mais física. Tenho a certeza que os nossos preliminares foram as palavras. E que palavras! E que desejo em cada beijo. A magia a reagir ao sentir. Sensação de ti dentro de mim inexplicável. Perda dos sentidos, inconsciência, prazer de peles no auge do clímax… que descrição do momento.

Vou iludindo a retina para te imaginar em mim de novo e com a certeza que a próxima vez está muito perto. Agradeço-te por teres tornado um noite tão simples em algo inesquecível. Agradeço-te pelo desejo que me fazes sentir mesmo à distância. Um até já com sabor a clímax, a preliminares, a saudade e a recordação…