Eu sou aquela mulher…

É tão bom ter boas expectativas, não é? Eu tenho a expectativa de que um dia irei publicar o meu livro, que irei acabar a faculdade, que irei ter o emprego que sempre sonhei, que conhecerei a Selena Gomez ou a “Superwoman”. Umas expectativas são reais, outras são apenas desejos que não se iram concretizar. Mas não é isso que me incomoda, na verdade.

As expectativas que têm perante mim – essas são as que me afetam. Tomam-me como inocente, “demasiado” boa pessoa, ingénua, dou demasiado de mim. Há quem diga que sou muito  ninguém. Há quem diga que sou ingénua e inocente porque acredito no melhor das pessoas ou porque perdoo rapidamente ou muitas vezes. Há quem diga que sou demasiado boa pessoa como se isso fosse um defeito.

Eu fingi tanto não me importar, aguentei tanto, que uma hora sumiu, parou de me afreta, parou de doer e parou de tirar o meu sono, se ele quer ir que vá , nenhum amor deve ser mendigado correto? Posso admitir que a dor nestes últimos 5 dias tem sido insuportável…

Mas sabes embora finja ser forte, sou frágil como o cristal, que por dentro cada segundo que passa sangro com a tua ausência mas que tenho um sorriso forçado nos lábios , que trago cicatrizes do passado de todas a desilusões amorosas que tive e advinha tu só foste mais uma.

Sou aquela moça que tem os olhos marejados de lágrimas mas que por ironia finge sempre que está tudo bem,quando na verdade tu melhor que ninguém sabias que necessitava de  um ombro amigo para chorar.

Fui aquela mulher que aprendi que não vale a pena sonhar, pois a vida vem demonstrando-se ao longo do tempo um passado maquilhado.

Mesmo que não queira sou aquela menina que já não quer mais amar, pois sempre quem ama não se importa em vê-la sofrer.

É aquela que as pessoas teimam em magoar e não se preocupam com os sentimentos dela, pisam-os como se fossem flores murchas num jardim estragado.

PORVanessa Tusto
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