Eu sou aquela amiga…

Eu sou aquela amiga. Aquela amiga que ouve tudo, a quem tu confias o que não dizes a mais ninguém. Eu sou aquela amiga a quem tu mandas mensagem às cinco da manhã a perguntar se podes ligar, que te responde que sim, e que ouve os teus desabafos a essa hora. A essa, e a qualquer outra, porque tu sabes que estou aqui sempre para te ouvir.

Eu não sou aquela amiga de quem te lembras quando tudo está bem, quando andas nas nuvens com ele, quando o fim-de-semana correu bem. Aquela amiga a que tu ligas só para falar, porque estás numa viagem longa e não podes adormecer. Mas sabes, tudo bem.

Tudo bem, porque eu já estou habituada. É esse o tipo de amiga que eu me habituei a ser, e não é só contigo que é assim. Por isso, não tem mal não perguntares se eu estou bem.

Não tem mal não reparares que eu não estou bem. Não tem mal, porque eu não cobro isso. A ninguém.

Eu só sei estar deste lado, a ouvir. É o que melhor sei fazer, porque, da minha vida, tenho pouco para contar. Ou tenho pouco que tu saibas, porque eu só oiço.

Era só isto que te queria dizer: eu sou a tua amiga, e não te preocupes, que eu vou estar sempre aqui para ti, mesmo que só me vejas nos dias mais negros.