Eu amei-te!!!

Eu sei que não vais querer saber, nem sequer vais ouvir ou ler o que tenho para te dizer. Sei que não vais procurar por mim e sei que não me desejas bem. Sei que não te importas se estou bem ou mal, eu sei disso. Mas preciso que saibas, também, que eu nunca te desejei mal.

Eu nunca te odiei, muito pelo contrário, e talvez tenha sido esse o problema: gostar demasiado de ti. Eu amei-te. Doía fisicamente gostar de ti. E era uma coisa incontrolável visto que tentará deixar de nutrir sentimentos por ti mas eles acabavam sempre por voltar inexplicavelmente.

Eu sempre te pus em primeiro lugar e talvez tenha sido esse o problema: tu nunca me escolheste em primeiro. Eu tentei ajudar-te de todas as maneiras possíveis, da melhor forma como eu podia. Mas tu não querias ajuda, só não querias era estar sozinho. E, ultimamente, tu não querias a minha ajuda e a minha presença, apenas querias alguém como plano B caso as tuas relações corressem mal.

Quando me coloquei, pela primeira vez, em primeiro lugar nas minhas prioridades e não a ti, tu começaste com os insultos e a dizer que fiz más escolhas quando me tornar prioridade nem devia ser uma escolha em primeiro lugar. Deixaste de me falar, bloqueaste-me da tua vida como se eu fosse um acessório suplente. Tu esqueceste-te que eu não sou uma marionete ou um fantoche que pode ser usado e mal tratado em teu benefício.

Por muito que não goste de falar sobre eles, eu tenho sentimentos e sinto! Eu sou um ser humano, sou a rapariga que ficou ao teu lado depois de todas as asneiras que fizeste, todas as maneiras possíveis e imaginárias que me magoaste, depois de todas as tuas idas e voltas, depois de me tornares uma personagem secundária na tua história quando tu eras a principal na minha.

A minha sinceridade foi algo que sempre te deixou encantado e irritado porque sabias que o que eu tinha a dizer, dilo-ia. Antes de partires disse-te que me deixavas vulnerável e levaste isso como algo negativo. Era suposto ser um elogio, na verdade. Tornar-me vulnerável é algo que eu sempre detestei porque significava que teria algo a perder: neste caso, tu.

Para mim, ficar vulnerável significa ter sentimentos e emoções por alguém. E eu tinha-os por ti. Mas tu não compreendias o meu lado. Nunca compreendeste. Mas tudo bem, eu compreendo. O erro foi apenas e unicamente meu. Eu confiei o meu coração em ti. Ele já era frágil e tu sabias disso mas deixaste-o cair e ainda o pisaste. Eu realmente não te desejo mal nenhum independentemente de me odiares ou de quereres a minha morte.

Eu espero, do fundo do meu coração, que sejas realmente feliz e que encontres alguém que cuide de ti da maneira que não soubeste cuidar de mim. E quando encontrares, por favor, não faças nada de mal. Ama-a da maneira que dizias amar-me, protege-a da maneira que dizias querer proteger-me. Eu vou ficar bem sozinha porque apesar de tudo, ainda consigo pegar no meu coração despedaçado e voltar a coloca-lo no sítio.

PORVanessa Tusto
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