Estreitas ruelas do amor

Vou andando de estrada em estrada até encontrar a estrada que me leve a ti. Pela via-rápida não vou, nem quero ir, para que, qual o entusiasmo de andar certinho, pobres retas que não conhecem o toque de uma curva.

Pobre de mim que ando vagueando pelas luzes da cidade, perdido no tempo, não no lugar, perdido no mundo, perdido em ti. Mas ei de encontrar a passadeira de entre todas, que tenha a tua marca e se não a encontrar é porque não procurei suficientemente bem, mais vale abrir os olhos, em cada esquina os olhos disparam, coração aos sobressaltos e uma aragem de amor sobre mim e abaixo de mim, que até o chão nos sente.

Se me perder no meio das palavras, por favor, retira-me os “Se’s”, retira-me todas as esperanças de te ter que ainda me restam.

Mas, por favor, só o faças quando decidir partir deste mundo, entretanto, vou amando como se não houvesse amanha, vou amando até meus ossos se partirem e perfurarem o interior do meu coração, mas entretanto vou sonhando com o derradeiro momento, em que a alma se separa do corpo deixando-me sonhar livremente sem quaisquer obstáculos ao imaginar o inimaginável.

Se o coração por engano, ou não, me aprisionar o amor, por favor, respira com ele, pede-lhe que me liberte sobre o mundo para que todos possam amar como eu te amo, e que todos possam esperar como eu te espero.

PORDiogo Sousa
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