Estive aí (…)

E aqui estou eu mais uma vez, ouvindo a música da janela do meu quarto, musica na qual tu danças, te divertes sorris e ficas rouca de tanto falar alto, a música que te vai fazendo desfilar pela multidão e ser a estrela da noite, arrastas corações e transformas-te na mulher mais procurada da cidade e eu, eu aqui mais uma vez, a soluçar de tantas lágrimas que me vão engasgando enquanto ainda tento estar ligado a ti nem que seja pela escrita pois alguém tomará o meu lugar e tu nem me convidaste para que eu o tentasse evitar.

Perguntas como, “sozinha?”,“ uma rapariga tão bonita e tão abandonada?”,” é um crime não teres ninguém”, “dás-me o teu número?”, “Vamos dar uma volta? Está aqui muito barulho”, são perguntas como estas que predadores sexuais fazem e podem dar cabo de tudo quando algo não está bem, fazem-me desmoronar a cada segundo que passa, inquietam-me o sono e fazem com que esteja acordado até tu dizeres cheguei a casa.

És a rapariga mais bonita de todo o mundo, és a rapariga perfeita não só aos meus olhos e isso nunca irá mudar! Eu prometi que cuidava de ti acontecesse aquilo que acontecesse e tu nem queres saber disso, hoje o amor é estranho e as pessoas importantes e que realmente importam ficam para trás quando se têm novas experiências.

Tenho medo que um dia te arrependas, pois nessa altura eu poderei estar bem longe daqui, mas nem é a distância que me preocupa, é eu ter encontrado alguém que me dê o verdadeiro valor da vida e eu não poder dizer, estou aqui.