Está onde quiseres estar!

Escreve aí, em grande, no teu caderno. “Eu sou livre!”. Só para te lembrares. Tu bem sabes, mas não custa repetir. Amar não é ter posse sobre ninguém.

Quando te sentires entre a espada e a parede, manda às favas. Sim, assim, simples, direto e com toda a força. Fecha os teus olhos, respira fundo e manda embora aquele, aquela e aquilo que te faz mal. Rejeita os lábios que não beijam mais e dos quais escorre apenas amargura. Não carece verbalizar, repetir, soletrar em voz alta, gritar e essas coisas tão fantásticas. Diz a ti mesmo. Aperta o botão vermelho, dá os ombros, dá as costas e vai em frente para longe dessa lama doentia. Fecha a porta, aliás, tranca-a.

Despreza também indivíduos sem ouvidos, concentrados em lamber unicamente a própria fala. Aqueles que falam discursos sem eco, voltados regiamente para o próprio espelho das vaidades, adornado pelo gigantismo do ego.. Não te obrigues a agradar quem quer que seja antes de te contentares.

Não te encantes com ninguém antes que um amor louco fortaleça a tua alma e dê sentido a cada dia teu, e somente teu. E quanto àqueles que não entendem, então que se danem. Danem-se com todas as letras e mais algumas. Porque a nós nada está garantido mesmo senão a danação absoluta. E se te permitires afagar o ego de outro antes de mais nada, está escrito que também irás te danar mais cedo, a isso, chama-se karma.

Se pensares em alguma vez desistires de alguma coisa, desiste apenas de agradar toda a gente. Agrada-te só a ti, só tu mereces o teu amor, o teu amor próprio. Tu sempre em primeiro.

Mas acima disto tudo, perdoa. Aprende a perdoar, aprende a perdoar quem te ataca na tua maior fraqueza: tu és nada mais do que um ser humano cheio de falhas que necessita de companhia, e que  anseia a solidão. Mas não te esqueças: perdoa.

Reconhece as tuas fraquezas, e cai num sono, mas num sono sem culpa. Quando acordares, serás ainda o mesmo humano imperfeito de sempre, mas terás mais força que nunca para seguires em frente, a correr. Em frente, atrás, de lado, não importa. O que vale mais nisso é o puro e simples movimento. Dispensa o peso. Desfaz as malas que forem necessárias. Manda-as embora. Liberta-te. Levanta-te e voa .