Esperei por ti toda a minha vida, bebé…

Ainda pontapeavas a barriga da tua mãe e já eu te amava incondicionalmente.

Foi-me confiada uma das maiores responsabilidades do mundo; ser madrinha.

Ser madrinha é mais do que estar presente na altura das festas e dar prendinhas.

Ser madrinha é estar presente todos os dias e dar amor como uma mãe.

Quando te peguei nos meus braços, ah… o amor incondicional que por ti nutria desde que estavas no ventre, daquela que me escolheu para cuidar, proteger e amar-te, cresceu.

Nem sei se crescer é a palavra correta, nem sei sequer se existe palavra que descreva o sentimento que fizeste brotar em mim.

Como um ser tão pequenino pode ter uma influencia tão grande nas nossas vidas.

Os teus pezinhos. Os teus olhos escuros, que eu aposto que serão azuis como os do teu mano. As tuas mãos pequeninas a apertarem-me o dedo.

Conheci-te há poucos dias e sinto que te conheço desde sempre.

Embalei-te e sorriste involuntariamente enquanto brincava contigo sem sequer entenderes o porque.

Ser madrinha é o melhor presente do mundo, mas ser TUA madrinha é uma bênção.

Meu pequenino, o teu primeiro passo será sempre no meu braço, vou segurar-te para não caíres.

E quando o sol fugir e as nuvens se encherem, prometo ser o teu abrigo.

E se a maré subir e as ondas te ameaçarem, prometo ser o teu porto seguro.

Amo-te incondicionalmente desde que eras apenas uma sementinha no ventre da tua mãe.

E eu sei, amar-te será sempre a minha lei.

O amor da minha vida és tu. O homem da minha vida és tu.

Esperei por ti toda a minha vida, bebé…