Esperas por mim?

“Esperas por mim?”, disseste-me com as lágrimas a correrem,

Com a alma desesperada e ácera, e beijando-me em confissões…

“Sim, mas volta depressa…”, respondi-te, cheio de temores,

Jurando-te a eternidade que tanto construo, a teu lado, a cada dia…

Porque eu sou nada quando não te tenho, quando não te sinto em pedaços,

Quando nos entregamos sem razão, e com sensações a nascerem…

O meu lugar é a teu lado, num misticismo de emoções e de expressões…

(E o meu âmago, até então friccionado, purificou-se no teu fulgor…).

Não te esqueças das palavras partilhadas, das nossas prosas e poesias,

(Nem mesmo quando o vento te leva, longe do meu eterno abraço…).

Não te esqueças das promessas feitas naquela temporária partida,

E lembra-te que amar-te-ei, ainda mais do que alguma vez pensei amar alguém…

Por isso, agora te pergunto, com toda a explosão que o meu coração derrama:

Também és capaz de esperar pelo nosso reencontro?

As almas gémeas têm de estar juntas, para que a raridade do amar aconteça…

Para que eu saiba que serei teu… para sempre.


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