Espelhos que Povoam A Noite

Há todo um silêncio que descansa na timidez de um sorriso. Um silêncio afoito e fugidio ao poeta. Um cobarde sem meias verdades e repleto de meias mentiras. Um pedaço de nada que controla a raiva que se vai esbatendo, tornando-se na amargura dos dias gloriosos em que reinou.

Havia uma alegria contagiosa que jaz agora na tumba do desconhecido. Uma alegria que perseguia a poesia e fazia parte do poeta. Uma réstia da luz que vivia nele, acertando os caminhos mais tortos. Uma linha vazia prestes a preencher-se de letras dançarinas que nunca se cansavam.

Havia sempre melodia no ar.

Há agora todo um silêncio até no abraço que se estende para abafar a guerra interior.

Todas as guerras deviam ser feitas de abraços.


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