Escolho o amor!

Às vezes a vida é assim. Tudo termina e fica muito por dizer. Fica a mistura do ódio com o amor. Fica o querer ser amiga e o querer ser a pior inimiga que ele já teve. Não sei qual escolher, se o anjo ou o diabo.

Dei tudo de mim, não dei o máximo porque a cada passo que dávamos ele me magoava, e eu escolhia permanecer ao seu lado. Não foram decisões idiotas, foi o acreditar que sentíamos algo um pelo outro. Que mesmo sem dizermos um ao outro, estava a nascer algo forte. No entanto, de um momento para outro, o que existia acabou.

O engraçado nesta história, é que ainda fraquejo, ainda o procuro nas noites difíceis só pelo carinho e amizade que me dava. Ainda lhe peço um abraço sem obter resposta. É isso, sem obter resposta, o que magoa mil vezes mais.

Ele deixou-me o silêncio, depois de dar-me de si. Habituei-me ao seu riso, sorriso, olhar malandro, na verdade apaixonei-me, fiquei louca e quando reparei nisso já ele me tinha largado. Não me deixou aproveitar os minutos que faltavam para o fim, não me deixou ficar mais louca. Largou-me e o motivo não fez sentido algum. E fiquei desamparada à procura de razões e mais razões.

Hoje já não procuro as razões, mas sim a explicação das suas atitudes. O comportamento idiota que tem todos os dias quando me vê ou o procuro. Podia ofende-lo, atirar-lhe à cara todas as suas decisões horríveis e magoa-lo ainda mais. Mas escolho olhar em frente, com uma lágrima no canto.

Escolho isso não porque tem de ser, mas porque ele me ensinou a ser forte, porque prefiro ser o meu lado melhor, ser aquela pessoa que acredita em si, e principalmente acredita no amor. Eu escolho o amor. E ele? Ele é que desistiu, não fui eu.

PORRaquel
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