Ergue-te!

Quem és tu? Quem és?

Não te reconheço mais. Não consigo rever quem tu foste, na pessoa que hoje vejo à minha frente. Juro-te que não sei que aconteceu contigo para estares como estás, para seres quem tu és. Juro-te.

Diz-me, será que a vida foi assim tão dura ao ponto de hoje já não quereres mais saber de como tu te apresentas a ela? Será que as pisadelas foram tantas e com tamanho impacto que actualmente rastejas por o mínimo, quando na verdade poderias ter o máximo de tudo?

Não entendo. Eras a perfeição num só corpo, numa só pessoa, num só ser humano. Eras tudo.

Custa-me arranjar desculpas para o que os meus olhos vêm a olhar para ti. Eu tento dizer que “há coisas que simplesmente acontecem”, mas encontro dificuldade em identificar as “coisas” que levaram ao que aconteceu a quem tu eras.

Não consigo perceber. Não consigo. Mas por favor, ergue-te.

As lágrimas escorrem pelo rosto sem motivo algum, o ódio por quem tu és, é cada vez mais impossível de esconder por detrás dos sorrisos forçados, dos olhares treinados e da postura ensaiada. Todos vêm que sofres, que és fraca, que estás triste e sem brilho. Vives triste. Vives sem felicidade alguma, porque não estás de bem contigo própria.

Quem és agora e quem tu já foste! Diferenças que faziam querer a muitos, que o teu ontem e o teu hoje, são pessoas que em nada se interceptam, quando são na verdade um único ponto.

Porquê? Porque é que agora és assim?

Ergue-te. Ergue-te. Por favor.

Estou farta de te olhar do outro lado do espelho. Farta de assistir à deterioração de um ser extraordinário e que o mundo ainda  deposita a esperança de ver a realizar grandes feitos.

Farta de ver crises, danações e revoltas, que na verdade, nunca levaram a mudança alguma e que nunca irão levar. Tudo em vão, visto que sempre contribuíram ainda mais para a tua quebra.

Portanto, ergue-te e luta, garanto-te que é tudo o que tu precisas. Ergue-te agora, para amanhã estares mais perto de voltares a ser quem um dia te orgulhavas em ser.

Ergue-te.


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