Quando ele entrou novamente na minha vida!

Os dias de Inverno eram para ela como o Verão era para mim: Uma chuva que não molhava, um escuro que não a desorientava, um vento que lhe beijava, com leves carícias.

Era um cenário que respeitava, e chegava, mesmo a ansiar que todas as folhas caíssem, não é que as contasse, ou perdesse tempo a observá-las, simplesmente a sua alegria aumentava, à medida que os passeios enchiam-se de montes de folhas mortas! Sentia-se confortável naquela parca luz solar, naqueles dias pequenos e frios. Nos dias de manta, de sofá, de pantufa no pé. Ora entretinha-se sozinha, ora recorria a objectos barulhentos. Na maioria das vezes adormecia e imaginava uma de tantas histórias que lera. 

O tempo deu tempo ao tempo, e ele voltara a reencarnar. Quis o Destino ou qualquer outra coisa, que ele voltasse a cruzar o seu caminho. Esse reencontro trouxe-se consigo os ventos da mudança, os ventos da Primavera. Os seus dias passaram a ser temperados com a loucura da paixão, uns dias amava e já não sabia ser feliz de outro jeito, outros dias, chorava e só desejava que o tempo voltasse atrás, desejava que o Inverno chegasse.


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