Então e aquilo que não é amor?

Amor. Demonstrações de amor. Três palavras e já deves estar a pensar em alguém ou em alguma situação específica. Num momento de amor, basicamente.

Mas o que é o amor? O que são demonstrações de amor? Beijos, abraços? Sim, é claro que sim. E é também muito mais do que isso. Amar é respeitar, é apoiar, é acompanhar as conquistas do outro e estar a seu lado para o que der e vier, entre muitas outras coisas. Mas acima de tudo, é respeito pelo outro, respeitar as suas crenças e as suas vontades.

Podia enumerar vários cenários em que o ponto central fosse o amor ou demonstrações do mesmo. E mais vos passariam pela cabeça, com certeza. Podia, só que não o vou fazer.

O amor é muito lindo e todos temos uma ideia formada quanto a esse mundo repleto de corações. Mas então, pergunto-vos eu, e quanto aquilo que NÃO é amor?

A violência, em todas as suas vertentes, não é amor.

Um braço negro, demonstrar controlo sobre o que vestes ou com quem falas, não é amor. A proibição de contacto com quem quer que seja pela parte do teu/tua namorad@ (ou marido/mulher), não e amor. Sim, porque não são apenas elas quem sofre com estas situações. Com a violência, chamemos as coisas pelo nome.

Dizer-te «acho que esse vestido não te fica bem» é diferente de te insultar e impor que mudes de roupa. Ou de te dizer que não quer que o voltes a vestir, porque estás a “mostrar muito de ti”. Seres forçad@ a fazer algo contra a tua vontade, sexualmente ou não, não é amor.

Amar é encorajar-te a ser melhor e a seguires os teus sonhos, não é suposto que te faça sentir mal contigo própri@. É conversar depois de uma discussão e esclarecer as coisas, não é atirar as culpas para cima de ti, porque a culpa no fundo é “sempre” tua.

Cada um de nós pode ter diferentes concepções acerca do que é o amor, mas sobre o que não é, devemos ter todos a mesma consciência. O teu bem-estar vem primeiro. Ter um amor que te faz bem não é ficção. Existe e está à tua espera.