Ensaio à depressão

Hoje vi uma Gaivota!
Enquanto as paredes do meu quarto se encolhiam, desejei voar como ela.
As sombras compunham os quadros, aqueles que não existiam. Quadros desfigurado por choros e prantos do desespero.

Deambulava agoniado, invejando a felicidade alheia.
Seguia os carreiros no meio do pó visíveis por causa do único raio de sol da minha janela, que por sinal era tão solitário quanto eu.

Dependo tanto do virtual mesmo mais do que do real, digitalizando os sorrisos e o meu desenvolvimento humano.

Chego a mostrar uma felicidade que não tenho e uma alegria que não me pertence.

Já pensei em abrir a porta e ver o que está do outro lado, mas um pensamento amigo de um pensamento meu, disse-me que era só mais um quarto. E imaginem que este nem janela tem.

E os pensamentos têm sempre razão.
E eu, mudar, fugir da minha zona de conforto e das minhas paredes que estreitam e das sombras que não são tão más assim.

Posso sempre imaginar e fazer delas o que me apetecer.
E o medo que todos os dias me retalha o ego pelo que vejo através da janela, é a única chave para a porta.

Sendo assim reduzo-me ao silêncio e ao que as sombras me reservam.
Vou viver a felicidade dos outros, que da minha tenho medo.

PORRafael Barata
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