Enquanto eu respiro… por ti!

Gosto de te ter nos meus braços, de amar-te no silêncio destas quatro paredes, destes lençóis marcados pelo querer. Enquanto o teu corpo se deita na nudez da tua própria pele… fico a admirar-te, a olhar-te como um sonho que vivo, como um destino que agarro com toda a força: nas minhas próprias mãos.

Dás sentido a tudo, a este caminho que se enlaçou ao teu, a esta noite que cai fria – enquanto nos aquecemos nesta nossa paixão. Levo horas a contemplar-te, a contemplar cada recanto do que és, a viver-te em todos os segundos em que respiro, em que te respiro. Rendo-me a ti vezes sem conta, rendo-me ao teu sorriso, aos teus olhos, aos teus beijos. Gosto tanto de sentir-te em mim, de me completar nos teus braços, de me envolver nos teus jogos de sedução, nos teus segredos: confessados.

Amo-te com uma intensidade que não consigo explicar e… agora, enquanto estás a dormir, eu escrevo-te. Escrevo cada memória do que vivemos, cada história que repartimos, cada minuto em que nos entregamos. Somos tão loucos. Tão loucos um pelo outro que até o tempo parece pouco… para vivermos esta liberdade. Enquanto bebo mais um gole de vinho, posso sentir-te em cada nota aveludada, em cada sabor forte dos frutos vermelhos, encarnados como os teus lábios: em que me perco.

A paixão que outrora sentira, e que hoje pudesse ser nada, ganhou uma intensidade tão grande dentro de mim, e tu, tu revelaste-te assim… o grande amor da minha vida. Gosto tanto de escrever-te, e quando acordares… saberei que irás ler estas palavras, enquanto eu durmo ao teu lado, enquanto eu respiro… por ti.


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