Ela…

Ela já teve muitas desilusões na sua vida. Amizades, familiares, escolhas, conhecidos, pessoas que amava, qualquer tipo de desilusão que um ser humano poderia passar. E, por muito que isso devesse criar algo negativo na sua vida, na sua mente, na sua alma, ela continua a mesma pessoa querida e bondosa que era quando não conhecia a fria realidade que o mundo era.

Ela continua a ter cuidado com as suas palavras, sendo delicada e amorosa, mesmo para gente que não merece, mesmo para gente que a magoou, mesmo para gente que a continua a desiludir dia após dia. Ela é uma pequena e frágil rapariga mesmo que ninguém se aperceba disso. A menina tem sentimentos mesmo que muita gente os use e manipule para seu próprio proveito.

Ela tenta ser a melhor pessoa que consegue mas isso não chega para muitas pessoas que a rodeia. Ela devia guardar o seu coração, devia ter cuidado com as suas próprias emoções para não se magoar outra vez mas o que ela quer é ajudar mesmo que ponha em risco a sua própria estabilidade mental.

Ela só não quer que ninguém se sinta sozinho como ela já se sentiu em tempos. Ela não quer deixar ninguém com os pensamentos autodestrutivos e os demónios que se cria na mente. Ela sente-se exausta de tentar pacificar os monstros que estão dentro das outras pessoas enquanto deixa que os seus próprios pesadelos ganhem vida e tomem conta dos seus pensamentos, controlando-a e destruindo-a aos pecados. Ela sorri durante o dia e chora durante a noite.

Ela, a pequena e doce menina do cabelo dourado, quer que o mundo seja puro e brilhante quando o seu mundo é aniquilado com a monstruosidade que possui dentro de si mesma. Ela, a menina que era pura, está a ser corroída, mas ninguém quer saber porque estão todos muito ocupados a usar e abusar da sua generosidade. Mas ela não se importa desde que sejam felizes.

PORVanessa Tusto
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