Ela era uma simples rapariga num mundo complexo demais …

“Era uma vez”, parece um início adequado para uma história de final feliz, e se esta for mais realista…

Uma simples rapariga num mundo complexo demais, que poderia fazer dela alguém especial? Infelizmente, ela não acreditava no amor. Não naquele amor de pais para filhos ou para com animais de estimação, mas naquele sedutor, único e sem proveito, aquele que talvez não exista de facto. Não é que ela tivesse razões para não acreditar nele mas também não tinha para acreditar. Na teoria dela, as pessoas fingiam acerca de tudo.

Como em qualquer história de amor este seria o momento em que aparecia um príncipe encantado e mudar-lhe-ia essas ideias. Porém, esta não é uma história de amor, é sobre ele. E é por isso que surge um rapaz, tal como ela, cheio de teorias por fora, mas vazio por dentro. Este seria o  instante ideal para falar de amor que os uniu e tornou o mundo um sítio melhor, que resolveu a confusão dela e preencheu o vazio dele. Seria… se não estivéssemos a falar de realidade.

Eles conhecem-se e o destino bem se esforça, o cúpido bem faz pontaria e todos os ventos sopram a favor, no entanto, nada acontece. Na verdade, o mundo dela mudou, mas e o dele? Se algo acontecesse no dele poderíamos terminar com “e viveram felizes para sempre” , mas o vazio dele continua inalterável.

E foi assim que a teoria dela se comprovou, as pessoas fingem…

Fingem sentimentos, olhares e até serem o que não são.

PORMariya B
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