Ei! Tu, sabes o que é o amor?

Sabes o que é amar?

Ei! E você, com essa idade, sabe?

Pequenina, os teus papás já te ensinaram o que é o amor?

Ninguém sabe ou quiçá, sabemos todos. Não conheço, aliás não existe pessoa alguma que te consiga dizer que amar é isto ou aquilo. Minto! Posso perguntar a dez, vinte, trinta pessoas e todas dir-me-ão ”amar é conhecer o outro” ou ”amar é estar ao lado de alguém para tudo” ou ainda ”amar é gostar tanto de uma pessoa que a felicidade só é possível ao lado dela”.

Pois, todos dizemos o que é amar mas não há maneira de o definir. Não há uma definição, uma explicação, nem para quem já amou ou pensa que amou, nem para quem ama ou julga que ama, nem para quem nunca amou ou acha que nunca sentiu tamanho sentimento.

Seja lá qual for a tua opinião, ouve sempre duas coisas! O coração e a razão!

Deixa que a história da tua vida, com ou sem amor, tenha virgulas. Virgulas significam pausas e pausas significam descanso. Permite que a história da tua vida, com ou sem amor permaneça durante tempos sem fim com umas grandes reticências. Não penses sequer em deixar que a história da tua vida, decerto com amor, tenha um ponto final, e se tiver, é porque era altura de parar e, se era altura de parar não há nada que mude essa questão de direcção.

Se amaste ou não, só tu poderás saber. Se amas entenderás sozinho/a, se não, irás amar concerteza alguém, um dia. Ou algo, em dada altura. Porque o amor está nas pessoas e também nas coisas. Está nos dias e nas noites. Está onde e quando quiseres que esteja.

Sabes o que é amar?

Sabem?

Ei! Tu, sabes o que é o amor?