Tão efémero como o vento…

A efemeridade está a dar cabo de mim. Como pode algo tão valioso durar tão pouco?
Está vida tão breve que nos faz crer que dura,que perdura. Que nos faz acreditar que um ano têm doze meses, quando têm apenas 12 segundos.
12 segundos tão efémeros como tudo o resto.
Espero-te no fim desta vida. Existe espera mais curta que uma vida?
Os teus abraços, são instantâneos  em mim.
Sinto está efemeridade, como tu sentias o impacto da água quente no teu corpo, num dia frio.
Nunca vivi algo tão curto, como vivo a vida.
Parece tão longa, tão bem construída.
Mas termina amanha.
Termina no dia em que começa.
Para mim, terminou no dia, em que as tuas mãos largaram as minhas.
Terminou tão antes do fim.
Espero-te do outro lado, esperas por mim?
Espero-te até quando já não houver nenhum motivo para esperar. Porque esperar-te é o que me resta.
Usas-te tantas perífrases para dizer o que no fim, disseste tão pouco. Amavas-me mesmo? Ou terá sido mera ilusão?
Deixe-mo-nos de repetições, e vamos ao que interessa.
Amas-me, ou tenho de continuar a amar por nós os dois?