E se…?

Ainda hoje lembrei-me de ti e comecei a pensar: E se…?

E se nós tivéssemos a mesma idade? E se tu não me tivesses traído? E se eu não tivesse acabado contigo? Enfim, uma infinidade de “E se…?”, mas aquele que mais me atormenta os pensamentos é: E se eu nunca te tivesse conhecido?

Apesar de todo o sofrimento que me causaste, também fizeste-me feliz. Por isso, mesmo que queira, nunca irei esquecer-te. Tu foste o meu primeiro grande amor e tenho que confessar-te, desde que nós acabámos não voltei a apaixonar-me, nem a namorar com ninguém. Já se passaram 3 anos, no entanto continuo a pensar em ti e no que era a nossa relação. Tenho saudades das tuas demonstrações de afeto, da forma como me abraçavas quando estava triste ou irritada, dos teus beijos, das tardes passadas na biblioteca lendo em conjunto, entre outras coisas. Enfim, sinto a tua falta nos momentos de mais simplicidade. Para além de teres sido meu namorado foste e ainda és o meu melhor amigo. Não te amo como uma mulher deve amar um homem, mas amo-te como amigo, pois a amizade é mais uma forma de amor, aliás acho que é a mais pura forma de amor.

Atualmente, estás em Espanha e eu continuo no mesmo sítio onde nos conhecemos, apesar da distância, falamos quase todos os dias. Nós ainda permanecemos unidos e espero que fiquemos assim para sempre!

Depois desta lamechice toda, só quero dizer-te que estou ansiosa pelas férias de verão, o momento em que irei voltar a ver-te e assim poderemos fundir-nos num abraço, tal como costumávamos fazer.

PORCarla Teixeira
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