E se as tuas borboletas nunca morrerem no meu estômago?

É como se de repente tudo parasse, e eu só conseguisse pensar em ti. Acho que é nesse
momento que sei que estás por perto. E então começo a ensaiar o meu melhor sorriso, a escolher as melhores palavras e a fingir que o facto de estares ali tão perto me é indiferente. No meio disto tudo, passa-me pela cabeça que provavelmente estou a tremer e que se tentar mexer, nem que seja um músculo, toda a gente vai perceber que a minha indiferença é uma mentira.

Penso também que as borboletas que tenho no estômago batem as asas com tanta força que é impossível que alguém ainda não saiba que eu estou completamente apaixonada por ti. Parece-me impossível disfarçar seja o que for, até porque quando olhares para mim, o que acaba por acontecer mais cedo ou mais tarde, vais saber a verdade, ou não me lesses tu por dentro como ninguém.

Então, quando finalmente tenho que olhar para ti, começo a tentar controlar todos os
meus movimentos, o meu coração acelera e chega aos mil por hora. E quando parece que vai explodir, olho para ti e sorrio o melhor que posso, na esperança de estar ligeiramente invisível, para que os nossos olhos não se encontrem nem por um segundo. Caso contrário, nunca mais vou conseguir acabar com as borboletas.


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