E mais uma vez…

E mais um vez, as coisas tomaram proporções incontroláveis, seguiram caminhos nunca antes imaginados, caminhos difíceis de percorrer.

Eu vou cair por muito mais dias até perceber que não posso cair por ti cada vez que erras, cada vez que voltas atrás com a tua decisão e percebes que não é isto que queres, cada vez que ages sem pensar sequer em mim, na pessoa que está ao teu lado quando cais, que está para suportar a tua queda, que não esquece, mas perdoa os teus erros pelo simples facto de precisar de ti e saber que tu precisas dela de igual forma.

Como qualquer relação, as coisas vão desgastando, e claro, há sempre um que sofre mais, há um que erra mais, há um que faz coisas sem pensar, que pensa que não precisa, mas que sinceramente precisa. Mas porquê mentiras? pra quê faltas de respeito?

Não era tão mais fácil desistir de tudo, acabar com o sofrimento, seguir com a vida.. por muito que doa terminar uma coisa que nos idealizávamos ser para sempre, doí mais viver na mentira, doí mais cair na rotina, cair no esquecimento.

Doí mais as noites sem dormir, a minha preocupação juntamente com o teu desprezo e o teu ar de ‘não quero saber’. Gostava que tivesse dado certo, gostava que tivéssemos sido felizes, gostava, mas não deu. Sabes onde erraste, sabes o que não deste, sabes o esforço que não fizeste.

Espero que isto, que o nos que morreu te faça abrir os olhos para a realidade, te faça lutar pelo que queres. Eu pensava mesmo que tínhamos um futuro juntos, aliás, eu estava   disposta a isso, estava disposta a aguentar o teu mau feitio para sempre, estava disposta a construir família, com o que foi o meu grande amor, com o que foi o único homem da minha vida, mas como sempre a vida da tantas voltas e nós andamos como se tivéssemos dentro de uma tempestade…

Nunca facilitaste, acho que tens essa noção, acho que tens noção que podias ter dado mais, que podias não me ter falhado e magoado tantas vezes, mas ja o fizeste e nada vai apagar isso. Já não há volta a dar, sabes, acho que voltas a mais já demos nós, demasiadas para perceberes o quanto estavas errado, para perceberes que me estavas a perder.

Não vou dizer que já te esqueci, que me esqueci dos nosso momentos, nem tão pouco te vou dizer que és um tanto faz na minha vida, porque não és e tu sabes disso melhor que ninguém, mas tanto fiz que agora é hora de abrir novas portas, de conhecer o mundo, de viver. sabes, gostava de o ter feito contigo, era o que eu idealizava, mas não mo permitiste, não te censuro, éramos demasiado jovens para percebermos certas coisas, para tomarmos certas decisões.

Pode ser que um dia, quando amadurecemos, quando soubermos quem somos e o que queremos, pode ser que com tantas voltas que a vida dá nos volte a por na vida um do outro. Pode ser. Pode ser que dê voltas suficientes para dessa vez dar certo o que no passado deu errado.