É ela, sempre foi


Dois mil e dezassete.

Pois bem, nem eu fazia ideia que poderia chegar aqui, os anos passam e a vida muda, ou não, a verdade é que por menos que sejam existem sempre pequenas mudanças durante a existência das nossas vidas e hoje escrevo para vos revelar as minhas mudanças.

Começo por vos contar que tentei mudar mas não mudei apesar de que muita coisa em mim mudou, irónico não é?

Dois mil e dezassete faz-me querer chegar a dois mil e vinte, não me perguntem porquê, provavelmente será para perceber se consigo realizar os meus sonhos com o passar do tempo, claro que não será o tempo que fará os meus sonhos concretizarem-se mas sem ele também não concretizarei os meus sonhos, só quero saber quanto tempo preciso e se preciso realmente de muito tempo.

Eu pensei que talvez não tivesse vontade de voltar a escrever alguma coisa, aliás eu pensava que dois mil e dezasseis fosse a última vez que pudesses ler algo que eu escrevo. Mas não, a verdade das verdades é que hoje, principalmente hoje, eu tinha, eu senti, necessidade de escrever.

Parece impossível mas sempre ouvi dizer que nada é impossível e por mais que eu não quisesse digitar neste teclado e partilhar um texto, esta é a minha necessidade do momento.

Poderia eu morrer se não o fizesse? Sim, mas só por dentro, agora, não morrerei pois sinto-me mais que vivo, sinto-me imortal. Estes sentimentos não vieram do nada, porque nada vem do nada, a culpa não é minha, a culpa é delas, a culpa é dela, é só ela que me faz sentir assim, aliás, ela faz-me ser assim: imortal.

É por isso que eu a desejo tanto, e portanto o meu desejo para dois mil e dezassete é só um, é só ela, nem que seja só em dois mil e vinte…

Eu não vos digo o que ela é nem quem é, eu digo-vos como é o cabelo dela, é macio, é de ouro, é suave, é como algodão, é fantástico, é encantador, é simplesmente simples e incrível ao mesmo tempo. Às vezes é tudo uma questão de tempo, as pessoas é que não o entendem.