Diz-me, vais ou ficas?

Não há pior sensação do que estar ao lado de uma pessoa “pode ser”, aquelas pessoas assim-assim que, sem como nem porquê, ligam e desligam. Pior que amar alguém que nos odeia é amar alguém que nos ignora, alguém que deixa andar, alguém que não nos agarra pela cintura com a certeza de que nos quer mas também não nos empurra com firmeza para fora da sua vida de uma vez por todas, alguém cujas palavras dizem uma coisa e cujas atitudes dizem outra.

Às tantas tudo o que queremos é que nos deixem ir, que parem de nos prender por um fino fio de esperança que nunca mais se parte. É tão triste. Damos por nós a desejar que a pessoa mais importante na nossa vida simplesmente desapareça e leve todas as memórias do nosso passado com ela, desde o primeiro beijo à última discussão.

Para quê tanta expectativa? Será a cobardia a falar mais alto ou só a indecisão? Ou ficam ou vão. Não é assim tão complicado. Se escolhem ficar, fiquem por inteiro e não aos bocadinhos ou de vez em quando. Não adianta de nada estar a ir e a vir nem tão pouco estar ali mas não estar realmente. Se escolhem ir, por favor vão da mesma forma. Vão completamente, sem desculpas esfarrapadas, sem deixar migalhas de “e se?” e “será que?” para trás.

Por isso, diz-me, vais ou ficas?

PORRaquel Simões
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